
O 13 de Maio, data que marca a assinatura da Lei Áurea e o fim oficial da escravidão no Brasil, segue sendo um momento de reflexão sobre as desigualdades históricas que ainda atingem a população negra no país. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), movimentos negros e entidades sindicais, a abolição ocorreu sem garantir direitos, inclusão social ou reparação aos milhões de pessoas negras libertadas após mais de 300 anos de escravidão.
Mais de um século depois, os impactos dessa ausência de políticas de reparação continuam presentes na realidade brasileira, refletidos na desigualdade social, no acesso limitado à educação, no desemprego, na violência e no racismo estrutural que afeta diariamente homens e mulheres negras.
O Coletivo de Igualdade Racial do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté reforça que o dia 13 de Maio não deve ser tratado como uma data de celebração, mas como um marco de resistência e de fortalecimento da luta por igualdade racial, justiça social e valorização da população negra.
O dirigente sindical, coordenador do Coletivo de Igualdade Racial do Sindicato, e membro do Conselho Municipal da Comunidade Negra, Alexandro Fermiano, destaca ainda a importância da ampliação de políticas públicas de inclusão, combate ao racismo e promoção da igualdade de oportunidades, além do reconhecimento da dívida histórica do Estado brasileiro com o povo negro. “Enquanto persistirem o racismo, a exclusão e a violência contra a população negra, a luta por reparação e justiça seguirá sendo necessária”, reforça ele.
Neste 13 de Maio, o Coletivo de Igualdade Racial do Sindicato reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e antirracista, pautada no respeito à diversidade e na garantia de direitos para todas e todos.