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Sindicato comenta sobre a PEC do fim da Jornada 6x1

A redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1, tornou-se um tema de grande relevância no Brasil. Em debate no Congresso e na sociedade recentemente, ganhou mais força desde maio de 2024, a proposta visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mantendo a produtividade e incentivando o bem-estar social. Esta iniciativa segue uma tendência global adotada por diversos países, para equilibrar a carga horária e os resultados no mercado de trabalho.


O Sindicato busca em suas negociações coletivas, a redução da jornada sem impacto nos salários, inclusive esse tema é pauta constante em mesa de negociação da data-base. Algumas empresas da base já operam com jornadas de 40 horas, negociadas em acordos coletivos.


A discussão sobre o fim da jornada 6x1 é um passo importante para avançar em melhores condições de trabalho, e na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

 

 

O que é a PEC da jornada 6x1?

A PEC da deputada Erika Hilton (SP), líder do PSOL estabelece o fim da jornada 6x1, com a limitação da duração do trabalho de até oito horas diárias e 36 semanais, podendo a jornada de trabalho ser ajustada em quatro dias por semana e três de descanso. Sendo assim, a jornada 6x1 é um modelo amplamente utilizado em setores diversos, mas tem sido alvo de críticas devido aos impactos sobre a saúde mental e a vida social dos trabalhadores.



Comparando os impactos do fim da jornada 6x1


OS BENEFÍCIOS DO FIM DA JORNADA 6X1:

Entre os benefícios pelo Fim da Jornada 6x1 apontado pela pesquisa de opinião elaborada pelo Instituto Data Senado, de abril/24 é o impacto positivo na saúde mental e física dos trabalhadores, além de beneficiar os trabalhadores, pode até trazer ganho de produtividade para os patrões.


O estudo revelou que 85% dos trabalhadores brasileiros acreditam que teriam mais qualidade de vida, caso tivessem um dia livre a mais por semana, sem corte no salário; e 78% afirmam que conseguiriam manter a mesma qualidade de trabalho. O tempo livre seria dedicado principalmente à família, ao cuidado com a própria saúde e à capacitação, disseram os trabalhadores ouvidos.


  • Maior produtividade: Trabalhadores descansados tendem a ter melhor desempenho.

  • Rotina estável: Para alguns profissionais, uma escala fixa pode facilitar a organização pessoal.

  • Menos horas diárias: O modelo geralmente prevê turnos de 7 a 8 horas, garantindo tempo livre após o expediente.

  • Evita longos períodos sem folga: Permite um ciclo regular de descanso, movimentando a economia por meio de atividades de lazer e qualificação profissional.

  • Qualidade de vida: Menos estresse e fadiga.

  • Geração de novos  empregos: Com a implementação do fim da jornada 6x1 pode ter um aumento nos postos de trabalho.


Malefícios da jornada 6x1:

  • Menos tempo de descanso prejudica a saúde mental: Um único dia de folga pode ser insuficiente para a recuperação física e mental.

  • Impacto na vida social e familiar: Com apenas um dia de descanso, conciliar compromissos pessoais torna-se desafiador.

  • Maior risco de esgotamento: A carga de trabalho intensa pode levar a um aumento do cansaço e redução da qualidade de vida.

  • Desmotivação e alta rotatividade: A pressão e o desgaste podem incentivar a busca por outras oportunidades de trabalho.


O impacto sobre as mulheres - A jornada 6x1 agrava ainda mais a sobrecarga das mulheres, que, além do trabalho formal, frequentemente assumem responsabilidades domésticas e familiares. Essa dupla as vezes tripla jornada leva muitas vezes à exaustão, e ao aumento dos casos de burnout.


Dados divulgados em 2024, pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério da Previdência Social reforçam essa preocupação.  Entre 2020 e 2023, o número de afastamentos por síndrome de burnout quadruplicou, chegando a 421 registros em 2023, um aumento superior a 1.000% em relação a 2014.


O Sindicato entende a resistência do Congresso por esse debate, haja vista os números da bancada de empresários, mas segue acompanhando os debates, e continua na luta por melhores condições de trabalho e qualidade de vida.    

 

Fontes: INSS / DATA SENADO




 
 
 

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