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Cresce participação das mulheres metalúrgicas em São Carlos

A presença feminina na indústria metalúrgica de São Carlos tem crescido de forma significativa nas últimas duas décadas. De acordo com um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), pela economista Caroline Gonçalves, o percentual de mulheres no setor passou de 13,3% em 2003 para 18,1% em 2023, demonstrando um avanço na inserção feminina em um campo historicamente dominado por homens.


Apesar dessa evolução, os desafios ainda são muitos. A luta por melhores salários e por oportunidades iguais às dos homens continua sendo uma pauta central para as trabalhadoras do setor.


Segundo Ceres Lucena, vice-presidenta do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté e diretora da Mulher da Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT), sabemos da desigualdade, mas precisamos seguir na luta. “Nós do Coletivo de Mulheres do Sindicato e da Federação temos avançado em diversas pautas que beneficiam as mulheres. É fundamental que continuemos unidas e mobilizadas para garantir direitos, igualdade de oportunidades e respeito para todas as trabalhadoras. A luta das mulheres no setor metalúrgico reflete a batalha de tantas outras em diferentes áreas, e somente com organização e persistência conseguiremos garantir mais conquistas. Precisamos do apoio dos homens, pois quando uma mulher avança nenhum homem retrocede”.


A maior inserção das mulheres no setor reflete não apenas uma mudança na estrutura do mercado de trabalho, mas também o impacto das políticas de inclusão e das mobilizações sindicais em prol da igualdade de gênero. No entanto, a diferença salarial e a baixa ocupação de cargos de liderança ainda são desafios a serem superados.


As trabalhadoras metalúrgicas de São Carlos seguem organizadas para garantir avanços e conquistar direitos, reafirmando que a luta por igualdade deve ser permanente e constante.




 
 
 

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