23 ago - CAMPANHA SALARIAL: 4ª rodada com o Grupo 3 é marcada pelo debate das cláusulas novas

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Bancada Patronal dificulta avanços nas cláusulas novas

Na tarde de terça-feira, 22, aconteceu a quarta rodada de negociação entre a Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, e o Grupo 3 – Peças, Parafusos e Forjaria. O encontro foi realizado na sede do Sindipeças em São Paulo.

Na oportunidade as bancadas debateram o rol de cláusulas novas, que reivindicam garantias aos trabalhadores/as em vias de aposentadoria, com procedimentos cirúrgicos agendados, estabilidade de 180 dias aos país biológicos ou adotantes e também estabilidade de 7 meses para gestantes. “Essas cláusulas novas que estamos propondo são de cunho humanitário, que dialogam diretamente com a saúde do trabalhador/as e garantias em situações adversas”, explicou Adilson Faustino, o Carpinha, Secretário Geral da FEM-CUT/SP. Outra cláusula que tratam da saúde do trabalhador são as tarefas do Cipeiro. A bancada dos trabalhadores/as reivindica que a CIPA tenha prerrogativa de notificar a empresa em situações de risco grave ou iminente. A bancada patronal afirma que isso não compete ao cipeiro.

Apesar de já ser realidade em muitas empresas do Grupo 3, a Jornada de 40 horas foi negada pela bancada patronal. “A jornada de 40 horas, reivindicação antiga da classe trabalhadora, que seria importante para a geração de empregos, já é realidade em diversas empresas que compõe esse grupo. Por que não estende-la para todas as empresas por meio da convenção?”, questionou Andrea Sousa, secretária da Mulher na FEM-CUT/SP.

Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta
A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 198 mil metalúrgicos/as no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil. Em um momento como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão.
              

 

FEM - CUT/SP


Jornal Metalúrgicos

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