E não é que vou ter que falar de barbaridade de novo?!

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-            ERICK SILVA             -
 Confira abaixo a coluna semanal, no Jornal Primeira Página excepcionalmente nesta sexta-feira (27/10), com a opinião do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, Dirigente da FEM-CUT/SP e Mestrando  em Políticas Públicas.

Não dá para passar batido. Quando eu falo em flexibilização não tenho ideia do que esses bárbaros que estão no Governo entendem. Agora até a Lei Aurea foi flexibilizada. Quando alguém fala que patrão no Brasil é escravista é só uma forma de falar, não precisava revogar a romântica lei de 1888.

O Brasil teve legislação trabalhista, que acaba agora dia 11 próximo. Por conta dessa lei inclusive, foi criado o Ministério do Trabalho, agora em 2017 depois de praticamente revogar a CLT e criar um código de defesa dos patrões, o tal Ministério edita um decreto que “flexibiliza” o entendimento de trabalho escravo, e mais, pretendia esconder até os nomes dos que fossem em enquadrados na nova regra flexibilizada.

Então o Ministério que foi criado para ajudar a garantir direitos, a essa altura do golpe, tá disposto a regular a escravidão.

Nós trabalhadores somos o principal alvo do golpe, vocês ainda não entenderam isso?

Eu estou falando do povo trabalhador brasileiro; cerca de 100 milhões de brasileiras e brasileiros que são considerados população economicamente ativa é vitima primeira e maior do golpe. Primeiro 15 milhões de nós perderam o emprego, boa parte de nós passou a ganhar menos, aí a garantia dos direitos foram retirados, e ainda estão insistindo em nos tirar a aposentadoria. Quem achava que era problema de um partido já viu que estava enganado.

Essa última da flexibilização da regra do trabalho escravo é a barbaridade das barbaridades, além de ser uma vergonha internacional é uma ameaça a cada um de nós, é um retrocesso de 200 anos.
Vai continuar parado?
 

* Erick Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Região, Dirigente da FEM-CUT/SP e Mestrando em Politicas Públicas

 

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