FEM-CUT/SP e UFSCar finalizam mais uma edição de Curso de Extensão Universitária

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-        CURSO DE EXTENSÃO         -
A aula de encerramento certificou os participantes da primeira edição do curso e contou com uma análise de conjuntura com foco no poder judiciário.

Na manhã de terça-feira (12), na sede da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, em São Bernardo do Campo, aconteceu a aula de encerramento da segunda edição do Curso de Extensão Universitária: Política e Trabalho – Democracia, Participação e Ação Sindical, realizado em parceria com a Universidade Federal de São Carlos. A aula de encerramento certificou os participantes da primeira edição do curso e contou com uma análise de conjuntura com foco no poder judiciário.

 “Esse curso já era um sonho antigo da Federação”, relembrou Erick Silva, secretário de Formação da FEM-CUT/SP. “Concretizar esta parceria é romper os muros das universidades e fazer com que os trabalhadores e trabalhadoras acessem o ambiente universitário que historicamente nos foi negado”, afirmou Erick. Vera Cêpeda, professora da UFSCar e coordenadora do Curso de Extensão, reafirmou a importância desta parceria. “É uma troca entre quem produz conhecimento na Universidade e a realidade concreta, vivida pelos trabalhadores e trabalhadoras no chão de fábrica”, disse Vera.

A aula de encerramento contou com a presença dos estudantes que participaram da primeira e da segunda turma e também de André Bezerra, Presidente da Associação Juízes para Democracia. José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho, secretário de Formação da CNM/CUT, destacou a qualidade do debate “O conteúdo do curso e também da análise de conjuntura são de ótima qualidade assim como os professores/as. Estamos sentindo falta de pessoas como a professora Vera e o juiz André”, afirmou Bigodinho.

Epicentro da atual crise política brasileira, o sistema judiciário foi centro da análise de conjuntura de André Bezerra. Resgatando o histórico de construção da Constituição Cidadã de 1988, o juiz apontou que os ataques contra a classe trabalhadora do campo e da cidade, contra os povos tradicionais e negros e negras já eram promovidos em 1988, evitando diversos avanços e regulamentações previstos na Constituição Cidadã. André destacou que o judiciário brasileiro ainda vive sob o mesmo tempo histórico da ditadura civil militar de 1964. “Erramos ao enxergar com otimismo o poder judiciário. O judiciário não é neutro, ele é orientado ideologicamente. Até hoje a lei que rege a vida funcional dos juízes, por exemplo, é uma lei que foi decretada pelo Geisel durante a ditadura, que não permite qualquer participação popular ou da sociedade civil organizada”, explicou André.

Os ataques contra a classe trabalhadora desde o golpe de 2016 dialogam diretamente com a postura do sistema judiciário brasileiro. “O neoliberalismo é antidemocrático. Nenhuma dessas reformas seriam aprovadas por um presidente eleito democraticamente”, alertou André. “Eu digo que a terceirização irrestrita é uma reforma política na prática, porque na medida que ela é aplicada ela desmobiliza os trabalhadores e na medida em que desmobiliza impede a participação política desses trabalhadores”, destacou o juiz.
 

FEM-CUT/SP

 

 

 


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