Brasília ontem, nós fomos!

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-          ERICK SILVA          -
 Confira abaixo a coluna semanal, no Jornal Primeira Página, com a opinião do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, Dirigente da FEM-CUT/SP e Mestrando  em Políticas Públicas.

Mais de 150 mil trabalhadores marchando em Brasília-DF ontem, dia 24 de maio de 2017, no ato histórico pelo fim das propostas de reforma e por eleições diretas, já falam por si.

Os interessados nas reformas dirão outras coisas, do tipo que não havia nem a metade disso e diversas formas de não mostrar ou diminuir a importância do fato. Ou ainda, apoiar a atuação e repressão policial, que usou bombas, gás de pimenta, balas de borracha para dispersar e enfraquecer nosso ato, relembrando os piores tempos da ditadura militar. 

O que ninguém pode negar é que a marcha, sendo composta por trabalhadores de diversas categorias e centrais, carregam junto com suas bandeiras e faixas, a legitimidade do voto, queiram ou não, votos de trabalhadores.

E por falar em votos, estamos falando de mais de 90 milhões de trabalhadores ocupados que pela lei são representados por sindicatos. Se não goste desse número vamos falar só dos sindicalizados, mais de 18 milhões e crescendo, segundo OIT/IBGE.

150 mil em Brasília, 18 milhões que voluntariamente apoiam e pagam mensalidades às entidades e 90 milhões de representados na base, contra as reformas e por eleições diretas já.

O deputado ou senador pode dizer o que quiser, a grande mídia avaliar como achar melhor, cada um  desses 150 mil só tem que contar a verdade para 180 sindicalizados, e daí pra chegar a todos é um apertar de dedos no celular.

É assim que se explicam as pesquisas apontando que o povo trabalhador é contra as reformas, e quem votar a favor pagará o preço democraticamente.

Quanto à democracia golpeada e os destinos do Brasil, só um presidente eleito pelo povo devolverá o país a alguma crença de futuro, quanto a qualquer outro caminho espúrio, será o caos em que já vivemos a progressão.

Por esse caminho as trabalhadoras e trabalhadores chegaram a Brasília ontem, é longe, mas acreditamos e temos apoio. Se pensam que vão nos intimidar, não vão. Vamos reconquistar a democracia neste país.

Contestações serão aceitas, mas respeitem nossos votos.

 

**Erick Silva - Mestrando em Políticas Públicas, Dirigente Metalúrgico da CUT

 

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