Trabalhadores na Volks debatem direito à sindicalização em Chattanooga

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 O dirigente do CSE Volkswagen, André Larocca Tavares, representou os Metalúrgicos de São Carlos na atividade

Os representantes dos trabalhadores na Volkswagen do Brasil, África do Sul, Polônia, México, Alemanha e Estados Unidos se reuniram nos últimos dias 12 e 13 de abril para discutir estratégias conjuntas em defesa do direito de sindicalização na planta norte-americana. Durante o encontro, os sindicalistas também discutiram as condições de trabalho montadoras dos países participantes.

O seminário, que aconteceu em Chattanooga, Tennessee, foi promovido pelo United Auto Workers (UAW), sindicato dos trabalhadores na indústria automotiva dos EUA, em parceria com a IndustriALL, federação internacional dos trabalhadores na indústria.

Pelo Brasil, participaram da atividade metalúrgicos das plantas do ABC Paulista, São Carlos (SP) e Curitiba (PR).

Durante o encontro, os representantes do UAW também falaram das práticas antissindicais nas multinacionais instaladas no sul dos Estados Unidos, entre elas a Volks e a Mercedes-Benz, além da Nissan, que impedem os funcionários de se filiarem à entidade.

De acordo com José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho, representante da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) no encontro, a atividade é importante para o enfretamento contra as práticas antissindicais e, principalmente, contra o modelo precário de condições de trabalho dos EUA. “É um momento de unir toda a classe trabalhadora e prestar solidariedade aos trabalhadores na fábrica norte-americana. Não podemos aceitar que práticas como estas aconteçam em um país desenvolvido e, muito menos, que sejam disseminadas para outros países. A Confederação e os sindicatos dos metalúrgicos cutistas apoiam essa luta”, afirmou.

Segundo Bigodinho, foram apresentados os modelos de representações sindicais de todos os países participantes. “Na Alemanha, por exemplo, a Lei de Cogestão prevê a participação dos trabalhadores em conselhos administrativos nas empresas. Apesar de todas as dificuldades do México, os funcionários têm o direito a sindicalização e representação no local de trabalho”, contou.
 

CNM / CUT


Jornal Metalúrgicos

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